Todo ano é a mesma novela. Chega fevereiro e algumas empresas entram em modo pânico coletivo:
“Vai cair a produtividade.” “O time vai sumir.” “Depois do Carnaval a gente resolve.”
Spoiler: o problema nunca foi o Carnaval.
O feriado não cria caos. Ele só expõe o que já estava bagunçado.
Empresas com processos claros, metas bem definidas e comunicação centralizada não entram em colapso porque tem um feriado prolongado no calendário.
Elas sabem:
o que precisa ser feito
quem é responsável
até quando cada entrega deve acontecer
Quando isso está definido, o trabalho não depende de controle excessivo nem de gente “apagando incêndio”. Ele simplesmente continua.
Se o Carnaval “atrapalha” a produtividade da sua empresa, geralmente o motivo é um combo bem conhecido:
Informações espalhadas em vários canais
Decisões importantes só no WhatsApp
Falta de planejamento pré-feriado
Processos que existem só na cabeça de alguém
Gestão baseada em presença, não em entrega
Nesse cenário, qualquer coisa vira problema. Carnaval, férias, licença, atestado ou até uma reunião externa.
O feriado só tira a maquiagem.
Boa parte do caos do Carnaval vem da falta de comunicação clara antes do feriado.
Avisos de horário, escalas, combinados, prazos e expectativas precisam estar em um único lugar, acessível para todos.
Não em e-mails perdidos.
Não em grupos paralelos.
Não no “eu avisei, você não viu”.
Empresas que centralizam a comunicação passam pelo Carnaval sem drama. As outras passam discutindo na quarta-feira de cinzas.
No fim das contas, o Carnaval funciona como um teste de maturidade organizacional.
Se a empresa:
entra em crise
perde controle
trava decisões
e leva semanas para “voltar ao normal”
o problema não está no calendário. Está na estrutura.
Empresas organizadas não precisam de heróis. Precisam de método.
O improviso derruba.
Quem investe em processos, comunicação interna e clareza de responsabilidades atravessa feriados, férias e imprevistos sem caos, sem culpa e sem correria desnecessária.
Se a sua empresa “para” no Carnaval, talvez seja hora de parar outra coisa:
a bagunça.