Nos dias 9 e 10 de julho de 2026, o CentroSul, em Florianópolis, recebeu a 36ª edição do CONCARH - Congresso Catarinense de Administração de Recursos Humanos. Promovido pela ABRH-SC, o evento é reconhecido como o maior congresso de gestão de pessoas do Sul do Brasil e o segundo maior do país, reunindo lideranças de RH, executivos, especialistas e fornecedores de soluções em dois dias de programação distribuída por múltiplas arenas temáticas.
A Vivaworks esteve presente na edição de 2026 e manteve um dos estandes mais visitados do congresso. A campanha "Pegue o pato, ou pague o pato" transformou o espaço em ponto de encontro dos participantes e rendeu o brinde mais disputado do evento: o patinho da Vivaworks, que circulou pelos crachás e pelas fotos dos dois dias de programação.
A brincadeira, no entanto, carregava o argumento central que a empresa levou ao congresso. Ou a organização assume o controle da jornada do colaborador, ou paga o preço da ineficiência.
"E se a próxima revolução for humana?"
O tema oficial escolhido pela ABRH-SC para 2026 deu o tom de todo o congresso: "E se a próxima revolução for humana?".
A pergunta é deliberadamente provocativa. Em um cenário em que praticamente todo debate corporativo gravita em torno da inteligência artificial, da automação e da velocidade da transformação digital, a organização optou por inverter a lógica da conversa. Em vez de perguntar o que a tecnologia fará com as pessoas, o CONCARH 2026 propôs a pergunta oposta: o que as pessoas farão com a tecnologia?
A própria identidade visual do evento reforçou esse conceito, ao valorizar a imperfeição artística - os traços irregulares, o gesto humano, aquilo que a IA ainda não replica com fidelidade. A mensagem por trás é direta: julgamento, criatividade, vínculo e cultura seguem sendo territórios humanos.
Para o RH, isso levanta uma questão prática e incômoda. Se a próxima revolução é humana, por que tanta energia da área ainda é consumida por trabalho operacional?
O ponto de conexão: eficiência para liberar o humano
É exatamente nesse ponto que a Vivaworks se conectou ao tema do congresso.
Revolução humana não acontece com o RH afogado em planilhas - triando currículos manualmente, disparando e-mails que ninguém abre ou revisando metas uma vez por ano em um arquivo que ninguém entende.
Eficiência, nesse contexto, não significa cortar pessoas. É o contrário: é devolver tempo às pessoas para que façam aquilo que só elas conseguem fazer. Foi essa a proposta apresentada pela Vivaworks no CONCARH 2026:
Ganhe eficiência em toda a jornada do colaborador.
E a jornada foi traduzida em três verbos concretos:
| Etapa da jornada | Objetivo | Pergunta que responde |
|---|---|---|
| Atração e seleção | Contratar melhor | Estamos trazendo as pessoas certas, no tempo certo? |
| Permanência e cultura | Engajar melhor | As pessoas entendem, participam e se conectam? |
| Desempenho e resultado | Remunerar melhor | O reconhecimento está conectado ao que geramos? |
Cada uma dessas frentes representa um momento distinto do ciclo de vida do colaborador - e cada uma tem seus próprios gargalos operacionais.
Contratar melhor
O primeiro gargalo aparece antes mesmo de o colaborador entrar na empresa.
Processos seletivos travam por motivos previsíveis: triagem manual de centenas de currículos, agendas desencontradas, comunicação lenta com candidatos e ausência de indicadores sobre tempo de fechamento e qualidade da contratação.
Contratar melhor significa automatizar o que é repetitivo - triagem, agendamento, status - para que o recrutador invista tempo no que não pode ser automatizado: leitura de fit cultural, entrevista bem conduzida, decisão qualificada.
É esse o papel do Vivagas, a plataforma de recrutamento e seleção da Vivaworks. Com automação de etapas e apoio de inteligência artificial na triagem e organização de candidatos, o Vivagas reduz o trabalho operacional do processo seletivo e dá ao time de recrutamento visibilidade sobre cada etapa do funil.
O ganho não é apenas velocidade. É consistência: processos estruturados produzem decisões mais comparáveis, mais justas e mais auditáveis.
Engajar melhor
Contratar bem resolve a entrada. O desafio seguinte é a permanência.
Engajamento sofre de excesso de discurso e escassez de infraestrutura. Empresas falam em cultura e pertencimento, mas operam com canais fragmentados: informação institucional espalhada entre e-mail, grupos de WhatsApp, murais físicos e pastas que ninguém encontra.
Quando o colaborador não sabe onde procurar, ele para de procurar - e o desalinhamento se instala silenciosamente. Engajar melhor passa, antes de qualquer campanha, por um lugar único e confiável onde a empresa fala com as pessoas.
O Vivaintra é a plataforma de comunicação interna e engajamento da Vivaworks. Ele centraliza comunicados, conteúdos institucionais, reconhecimento e interação em um ambiente único - e, principalmente, permite medir o que antes era invisível: quem leu, quem participou, o que gerou repercussão e o que passou em branco.
Comunicação interna sem métrica é opinião. Com métrica, vira gestão.
Material gratuito: quer aprofundar os temas discutidos no CONCARH 2026? Acesse os e-books e materiais gratuitos da Vivaworks sobre comunicação interna, recrutamento e gestão de desempenho.
Remunerar melhor
A terceira frente é, ao mesmo tempo, a mais sensível e a mais negligenciada.
Remunerar melhor não significa pagar mais. Significa pagar de forma conectada ao resultado, com critérios claros e acompanhamento contínuo. É a diferença entre um bônus que chega como surpresa no fim do ano e um sistema que o colaborador entende, acompanha e influencia com o próprio trabalho.
Sem essa conexão, o efeito é duplamente negativo: a empresa gasta sem gerar direcionamento estratégico e o colaborador recebe sem entender o que fez para merecer.
O Vivaresult é a plataforma de gestão de desempenho e resultados da Vivaworks. Ele estrutura metas, acompanha indicadores e dá visibilidade - para gestores e colaboradores - sobre o andamento do que foi combinado. Com isso, a remuneração variável deixa de ser um cálculo de fim de período e passa a ser um instrumento de gestão ao longo do ano.

Palestra: "Transformando empresas com Remuneração Variável"
O tema da remuneração variável ganhou espaço próprio na programação. Diógenes Reis, CEO da Vivaworks, ministrou a palestra "Transformando empresas com Remuneração Variável", que partiu de uma história pessoal para chegar a um diagnóstico sobre a gestão brasileira.
Aos 14 anos, ele acompanhava o pai, vendedor de materiais de construção no norte pioneiro do Paraná, nas visitas de sábado a obras da região. O que marcou foi o primeiro sábado de cada mês, dia do acerto das comissões: quando a meta era batida, no domingo tinha churrasco em casa; quando não era, o clima era outro. Foi ali, antes de qualquer teoria de gestão, que ele entendeu que remuneração variável mexe com famílias, não com planilhas.
Os pontos centrais da apresentação:
1. Aumento linear não muda comportamento. Dobrar o salário de todos elevaria a satisfação interna, mas não a produtividade. Em poucos meses o novo salário estaria comprometido com novas despesas. Aumento sem vínculo com resultado altera o custo da folha, não a entrega.
2. O Brasil está em 94º lugar em produtividade. No ranking da Organização Internacional do Trabalho, que compara o PIB por hora trabalhada em 184 países, o Brasil gera US$ 21,2 por hora - atrás de Uruguai (US$ 38), Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6). Os Estados Unidos lideram entre os desenvolvidos, com US$ 81,8. Os países à frente não têm trabalhadores mais inteligentes: têm sistemas que conectam esforço e recompensa.
3. Presenteísmo. A palestra contrapôs dois perfis comuns. Um cumpre horário, bate ponto e está sempre disponível, mas não acompanha indicadores. Outro sai mais cedo para buscar os filhos na escola e é cobrado pelo RH, mas trabalha orientado por meta e entrega resultado. Qual dos dois a empresa costuma reconhecer? Presenteísmo é custo, não entrega.
4. Incentivo não pode ser privilégio de diretoria. Na maioria das empresas brasileiras, remuneração variável existe apenas para o comercial ou para a alta liderança. Se o resultado é construído por toda a operação, restringir o ganho a uma camada é falha de gestão - e uma das explicações para a posição do país no ranking.
5. As ferramentas já existem e são legais. PLR, PPR, comissão e premiação estão previstas na legislação. O que a lei exige é rastreabilidade: política escrita, regras claras de elegibilidade, indicadores definidos e apuração auditável. O que ela rejeita é o pagamento discricionário, decidido conforme o humor do gestor.
6. O efeito prático é mensurável. Um cliente da área de serviços estruturou um programa de metas e passou a operar com 37 colaboradores, contra 90 de um concorrente direto, com salários acima da média do setor. Após a implantação de um indicador de satisfação do cliente, o telefone que tocava dez vezes passou a ser atendido no primeiro toque. Não houve contratação nem troca de equipe - houve indicador visível, meta associada e recompensa vinculada.
Ao final, Diógenes propôs um desafio ao público: escolher um time pequeno, estruturar um programa simples de remuneração variável e apresentá-lo à diretoria em 30 dias. O argumento de fechamento foi sobre a mudança de conversa que isso provoca. Um diretor relatou que, depois do programa, os colaboradores deixaram de pedir reajuste e passaram a perguntar qual indicador precisavam melhorar para ganhar mais.
"Isso muda todo o jogo. Porque o indicador é mensurável. Remuneração variável não é subjetiva - são dados."
O que fica do CONCARH 2026
A edição de 2026 reforçou uma tese que vinha ganhando força: a discussão sobre tecnologia no RH amadureceu. Não se trata mais de decidir se a área vai adotar automação e inteligência artificial - isso já está em curso. Trata-se de decidir para quê.
A tecnologia deve absorver o repetitivo para que o RH exerça o que é insubstituível: julgamento, escuta, construção de cultura, decisão sobre pessoas. Contratar melhor, engajar melhor e remunerar melhor não são três projetos separados - são expressões da mesma pergunta: quanto do tempo da sua equipe está sendo gasto em tarefas que uma plataforma poderia fazer?
Conheça as soluções da Vivaworks. Agende uma demonstração e veja como ganhar eficiência em toda a jornada do colaborador.